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"Eye"
Tudo fazia para se expor e vivia o horror de tentar dar a forma a um mito, na presença de um bilião de olhos sem brilho, secos, impiedosos. Ao deixar o avião, avançou decidido para o gradeamento de protecção, contrariando os conselhos dos agentes, e tocou as mãos. Mãos próximas e prestes a responder ao convite dele para o admirarem, adoração ou armas. A constante e inexprimível consciência interior de que o seu corpo era em cada segundo público um alvo. Indiferente à ameaça homicida das feras. Novos nervos sensitivos a florir no jardim das vértebras da nuca. Dizia-se que, ao olhar para as pessoas, lhes punha o crânio a nu. Naturalmente. Porque os bem-intencionados sorrisos ao admirados escondem frequentemente a morte por detrás dos dentes felinos. Nem paranóia nem indiferença pela sepultura mas uma sensual e delicada consciência da violência num presente eterno.
by Jim Morrison.
por M.
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