segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
O Rapaz-Coelho penetra Miss Turtle. Improvável
MISS TURTLE eleva a perna à altura do seu ombro e passa-a para o interior do quarto do Rapaz-Coelho, apercebendo-se do impacto que a visão das suas cuecas cavadas causa nele.
-Olá, Miss Turtle!
-Então, Coelhinho.
-Estava à tua espera há já um bocado, por onde andaste?
Num esgar, ela esboça um sorriso maroto.
-Está a ficar tarde e está frio.
-Neva?
Acena positivamente, apoiando as duas mãos delicadas à volta da sua cintura. O peito espalmado atravessa ainda mais o decote da blusa. O Rapaz-Coelho olha para baixo e enterra o olhar nessa visão, apercebendo-se, ela afasta os braços.
-Que vieste cá fazer se não queres nada comigo?
Surpreendida com a brutalidade do Rapaz-Coelho, Miss Turtle abre muito os dois pequenos olhos verdes e murmura:
-Porque achas que não quero?
Desta vez é o Rapaz-Coelho quem ficou incomodado. Encolhe os ombros e de um modo indiferente diz:
-Queres?
-Talvez queira. Mas gosto da tua companhia.
-Eu também gosto da tua companhia. Queres mesmo?
Miss Turtle baixa os olhos e permite que duas bolinhas vermelhas se apoderem das suas bochechas japonesas. Encolhe os ombros e agarra as mãos atrás das costas tal criança envergonhada, que porventura, não é.
-Então é hoje?
-É hoje o quê?
-Que vamos curtir…
-Oh… está a ficar tarde. – diz, preparando-se para saltar pela janela e penetrar no mundo branco que se estabiliza lá fora.
-EU SABIA que ias recomeçar com as desculpas. Hoje não sais. – e nisto fecha a janela. – Tens umas promessas para cumprir.
-Mas, e se a tua mãe entra?
-Não entra.
-E se o teu pai entra?
O Rapaz-Coelho baixa as duas orelhas rosa. Atravessou-lhe na memória por segundos a imagem do seu pai e de Miss Turtle, o riso de escárnio nos seus lábios enquanto a possuía. Por segundos pareceu-lhe que iria chorar. Não tinha esquecido. Não esquecera. Não esqueceria. Miss Turtle apercebe-se e levanta a saia de modo a desviar o assunto. Os olhos dos dois encontram-se. As orelhas do Rapaz-Coelho sobem.
-Queres tirá-las?
-A-as c-cuecas?
Ela acena que sim. Na cara dos dois uma expressão séria intensifica-se. Miss Turtle é a primeira a falar.
-Tira-as. Vou deixar-te vê-la.
O Rapaz-Coelho aproxima-se dela, a erecção nas suas calças é descomunal e indiscreta. Miss Turtle sorri infantilmente. Ele estica as mãos e com os dedos a tremer baixa-lhe as cuecas muito vagarosamente. Ela treme sempre que os seus dedos frios lhe roçam nas coxas quentes.
-Sabes que posso não resistir.
-OH. É claro que resistes.
-Posso não querer resistir.
-Oh, tonto. – ri-se ela.
-Não vês que ando louco?
Miss Turtle ri-se novamente. As cuecas pendem-lhe nos joelhos. O Rapaz-Coelho sente-se num estado de excesso de estimulação.
-Deixa-me tocar-te aí. Queria saber o que se sente. – implora ele.
-Já te disse que não é nada de especial. É como tocar numa almofada.
-Deixa-mee…
Miss Turtle volta a sorrir. O suor escorre-lhe pelas costas e pelas coxas. As mãos quentes do Rapaz-Coelho apertam-lhe as pernas bem junto aos joelhos.
-Primeiro tira as tuas também.
-Tiro os meus boxers?
-Sim. Tira.
O Rapaz-Coelho sente o que se denominaria de borboletas no estômago. Baixa os boxers sujos revelando a grande erecção que se encontra entre as suas pernas. Os olhos de Miss Turtle arregalam-se e mais algumas gotas de suor escorrem.
-Que queres fazer agora, Miss Turtle?
A pequena japonesa aproxima-se do seu focinho branco e beija-lhe o nariz. Descendo até aos lábios afilados e enfia a sua língua na boca do Rapaz-Coelho.
-Gostaste? – pergunta-lhe ela. Ofegantemente ele diz que sim.
-Posso tocar-lhe agora?
-Podes.
Segue-se um silêncio. Os dedos nervosos do Rapaz-Coelho atrevem-se a penetrar na almofada húmida de Miss Turtle. Controla-se seriamente para não se vir. Miss Turtle abre a boca pequenina num círculo e bafeja prolongadamente. Alguém bate à porta e saltam os dois.
-Quem é? – pergunta receoso o Rapaz-Coelho.
-Eu sei que ela está aí. – geme o pai.
-Não está aqui ninguém! – grita o Rapaz-Coelho.
-MISS TURTLE! ELA ESTÁ AÍ.
-NÃO! Vai-te embora.
A erecção baixa e o Rapaz-Coelho recomeça a tremer. O seu corpo torna-se subitamente frio e débil. Olha para a porta nervoso. O pai bate nela continuamente. Torna a cabeça para Miss Turtle mas esta desapareceu. Sente-se cansado e a sua cabeça lateja. De repente encontra-se na cama.
-Vai-te embora! – ouve-se a dizer, quase a chorar. O pai continua a bater.
-Eu sei que ela está aí! ABRE.
Observa-se ao espelho e vê a sua figura cansada e doente. Nunca se sentiu tão sozinho. Leva os dedos ao nariz e inspira. Cheira a ela. Longas lágrimas caem-lhe pelo rosto. Oh, Miss Turtle.
Por P
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bastante criativo
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